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I Encontro de Psicologia e Medicina - Um diálogo possível

“Uma vez que os psicólogos resolveram entrar nos hospitais, que sempre foi um espaço de hegemonia médica, precisaram estar atentos a uma série de questões que estão envolvidas, o que é fundamental para que haja um diálogo. É importante que cada um saiba o seu papel dentro desse contexto e que exista espaço para ambos, pois são saberes complementares passíveis de  um diálogo”, declara a psicóloga Soraya Carvalho que participou como palestrante do I Encontro de Psicologia e Medicina – Um diálogo possível, realizado pela Escola Bahiana de Medicina Pública, nos dias 6 e 7 de maio, na Unidade Acadêmica Cabula.

Durante a programação que reuniu médicos, psicólogos e estudantes dos cursos de Medicina e Psicologia da Bahiana, foram debatidos temas relevantes comuns às duas áreas, a partir de diferentes perspectivas relacionadas ao ser humano diante da morte. Entre as temáticas, foram discutidas questões sobre a medicina e a morte, ética no processo de morrer, psicanálise, luto e morte, entre outras.

“Há cerca de três anos, surgiu a ideia deste encontro a partir de um grupo de pesquisa sobre a psicologia no campo hospitalar, a psicologia de base psicanalítica. É um desafio sustentar o discurso em que se possa estabelecer um diálogo em um recuar diante da subjetividade com os médicos”, explica a psicóloga Me. Maria Constança Veloso Cajado, idealizadora do encontro e professora do curso de Psicologia.

Segundo a Dra. Maria Livia Tourinho, a proposta do diálogo entre psicologia e medicina está justamente relacionada à consideração das diferenças entre as duas áreas. “Mesmo tratando-se de duas áreas diferentes, elas abordam questões comuns. Normalmente as pessoas querem se encontrar para chegar a um ponto comum e precisamos pensar em construções que resolvam essas diferenças. Minha animação para esse diálogo foi justamente a partir da consideração das diferenças, que tipo de construção podemos fazer juntos para resolver problemas e esses, sim, são comuns”, explica.

“Esse encontro é uma forma de interrogar, questionar, buscar formas e estratégicas para trabalhar em equipe desafiando o psicólogo, o médico e os discentes de medicina e de psicologia como profissionais de saúde pensando em estratégias para trabalhar em equipe. Nosso desafio é buscar ações integradas visando a interdisciplinaridade na formação de saúde da Escola”, pontua a coordenadora do curso de Psicologia da Bahiana, Prof.ª Sylvia Barreto.

O Dr. Sérgio Zaidhaft, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRG), explica que a ideia do evento é propiciar um diálogo entre dois pontos de saber bastante diferentes, sendo que ambos lidam com seres humanos com particularidades e objetos distintos. “Temos um objetivo último que é o ser humano, então, o desafio é como fazer com que esses saberes possam ter algum modo de diálogo para que somem esforços em prol da saúde das pessoas. É um desafio muito grande principalmente na parte da medicina que tem um saber hegemonicamente constituído e já na psicologia se busca a conversa, o dialogo”, finaliza.

“É interessante esse encontro porque o curso de Medicina ainda tem aquele estereotipo de superioridade e, no que tange a tratar e curar de um ser humano, está muito além, ou seja, abrange toda uma questão psicológica“, relata Manuela Cobas, aluna do 3° semestre do curso de Psicologia da Bahiana.

A programação do encontro também contou com minicursos com temáticas específicas ministradas pela Dr.ª Maria Livia Tourinho e Dr. Sérgio Zaidhaft.



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