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Encontro Anual do Centro de HTLV e Associação HTLVida

O pátio da Unidade Acadêmica Brotas sediou, na manhã de 3 de junho, mais um Encontro Anual do Centro de HTLV e Associação HTLVida. O evento, que tem como objetivo apresentar uma devolutiva semestral das atividades desenvolvidas pelo centro e pela associação, contou com a presença do Dr. Bernardo Galvão, colaboradores, professores e estudantes da Bahiana, além de membros da diretoria da HTLVida e portadores de HTLV.

A programação contou com uma apresentação do grupo Terapeutas do Riso que presentearam o evento com a cessão de quatro inscrições para o 1º Congresso obre Humanização, Acolhimento e Arte na Saúde que foram sorteadas entre os presentes.

Além disso, as estudantes de Enfermagem que integram o Programa de Extensão Cuidar Faz Bem e bolsistas acadêmicas do Centro de HTLV apresentaram performances musicais durante o evento. Para a estudante de Enfermagem e bolsista do grupo de Pesquisa do Centro de HTLV, Jaddy Kelly, “o HTLV é uma doença negligenciada que muitos profissionais e estudantes desconhecem. Então, quando vi a possibilidade de estudar o HTLV, vi uma experiência nova, uma porta aberta para receber e propagar informações sobre a doença. Além disso, é um aprendizado enriquecedor, pois, no centro, temos Psicologia, Educação Física e diversos cursos que interagem em um só objetivo que é a qualidade de vida do paciente. Ficamos também muito mais sensíveis à causa do cidadão com HTLV. Além de crescer como estudante, sinto que cresci, principalmente, como ser humano com um olhar diferenciado e uma escuta qualificada”.

Para Rebeca Belo, também bolsista do centro e estudante do 9º semestre de Enfermagem, ações como o encontro trazem benefícios pessoais para o portador do HTLV porque muitos ficam em casa e não conhecem os estudos que vêm sendo realizados. “Aqui, eles podem ver a importância de estar participando do tratamento no centro, porque tudo isso está sendo revertido em dados que podem ser estudados. Além disso, eles podem encontrar outros portadores, trocar experiências, fazer amizades e isso para, para nós estudantes, é enriquecedor, pois acabamos sendo envolvidos e estimulados a fazer ainda mais trabalhos relacionados com o tema”.

Segundo a presidente da Associação HTLVida, Adejane Oliveira, algumas conquistas puderam ser apresentadas, a exemplo da participação do poder público estadual, via Secretaria de Saúde (SESAB).  “O objetivo geral do encontro é justamente dar uma devolutiva tanto do Centro de HTLV quanto da Associação HTLVida e apresentar as conquistas, as finalizações dos trabalhos, o que temos conquistado de positivo, o que trouxemos de benefícios para os portadores que são o objeto de trabalho da pesquisa. O resultado principal da associação é justamente essa provocação nas instâncias municipal e estadual. Na instância municipal, infelizmente, ainda não conseguimos conquistar uma abertura, mas no Estado está bem mais aberto, já estamos criando uma linha de cuidado para o portador com HTLV com encontros mensais e vejo que está havendo avanço, pois há interesse”.

Para a enfermeira da Coordenação de Agravos da SESAB e coordenadora do Grupo de Pesquisa DST/HIV/Aids, Regina Célia Lima Cardoso, o Centro de HTLV da Bahiana desenvolve um papel primordial na conquista da cidadania para o portador de HTLV.  “O Centro que vem exercendo um papel importante na sociedade, através da Associação HTLVida, e o apoio da Secretaria da Saúde é justamente oferecer mais uma frente de trabalho. Nossa intenção é de que isso também seja levado a outras escolas que assumem um papel de cidadania. Desejamos que o Centro de HTLV fortaleça as demais escolas, junto com o Estado no contexto de promover uma ação de dignidade e de valor à vida e que a Bahiana continue no seu papel de fortalecer os portadores de HTLV junto com a sociedade civil organizada para que essas pessoas tenham a prevenção e não só a reabilitação”.

Segundo a psicóloga do Centro de HTLV, Ana Verena Galvão, o trabalho desenvolvido com o portador de HTLV abrange todas as áreas da saúde, promovendo uma atuação multidisciplinar. A unidade conta com enfermeiros, psicólogos, infectologista, dermatologista, integrantes do ambulatório de saúde mental, neurologistas e oftalmologistas. “É uma equipe que visa um trabalho integrado do paciente, não enxergando somente a doença, mas o indivíduo como um ser biopsicossocial e que precisa melhorar sua qualidade de vida. Então, promovemos um atendimento com toda a equipe, às terças-feiras. Temos um apoio muito grande da Enfermagem que sempre está trabalhando em prol desse atendimento integrado e estamos nesse trabalho há dez anos. Os pacientes se sentem muito acolhidos, ouvidos e assistidos. Sempre ouvimos que o HTLV é um vírus órfão e que gera uma sensação de abandono, mas o HTLV não é órfão. A Bahiana, por meio do Centro de HTLV, assumiu essa causa e continua assumindo”. 

A coordenadora do Cuidar Faz Bem, professora Aidê Nunes, explica que o programa tem como uma de suas premissas, promover a aproximação dos acadêmicos de Enfermagem com o trabalho desenvolvido pela Associação HTLVida, pois há um entendimento de que o processo formativo passa também pela compreensão do valor das instâncias e organizações sociais.  

Ela ainda reafirma a importância de ser constituída uma rede de atenção especial ao portador do vírus. “Nós profissionais de saúde detemos o conhecimento, mas precisamos ter o olhar crítico para compreender que temos uma rede de atenção à saúde ainda fragilizada. Com essa ação, nossos acadêmicos do Cuidar Faz bem passam a perceber o cenário de Salvador onde há uma prevalência alta de portadores com HTLV e que não existe uma rede de atenção à saúde constituída. A Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública vem fazendo sua parte, mas nós compreendemos que é necessário que haja uma rede que dê conta da diversidade das demandas que envolvem esses cidadãos. Esse encontro que o Centro de HTLV promove com os cidadãos e com a associação tem um significado muito especial para nós, docentes, para a equipe do centro e para os acadêmicos, pois é um encontro em que se legitima o direito à informação”.



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