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Oficinas artísticas do Grupo Encontro Feliz
No próximo dia 9 de novembro, a comunidade Bahiana, convidados e familiares dos idosos do Grupo Encontro Feliz poderão apreciar os trabalhos artísticos desenvolvidos pelos integrantes do grupo ao longo de duas oficinas, realizadas nos dias 19 e 26 de outubro.
 
Criado há cerca de 10 anos, o Encontro Feliz reúne idosos atendidos no Centro Médico da Bahiana e outros que participam das atividades buscando uma melhor qualidade de vida e bem-estar. Todo o trabalho é coordenado por estudantes dos cursos de graduação da Bahiana que participam do Programa de Integração em Saúde (Programa Candeal). Ao longo do semestre, os acadêmicos, em conjunto com os participantes do Encontro Feliz, planejam e realizam atividades de promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida que acontecem semanalmente e são coordenadas pelos próprios alunos. Já foram realizadas oficinas de memória, dança, alongamento, estimulação sensorial, entre outras.


Oficinas artísticas
 
Iago Lemos, segundo semestre de Medicina e coordenador das oficinas de artes, explica que o objetivo da atividade foi “desenvolver a autoestima e o processo criativo, tirá-los da zona de conforto e colocando-os em uma atividade para estimular sua mente”.
 
As aulas foram ministradas por membros do próprio Grupo Encontro Feliz. As atividades de pintura foram coordenadas por Joaquim Pedroso, de 81 anos, artista plástico profissional. Ele conta que seu contato com o grupo deu-se por meio de uma conhecida que também faz parte da turma e que teve uma real melhora em sua qualidade de vida por conta da “integração com as pessoas mais jovens e com os colegas da mesma idade, isso dá uma satisfação e nos faz perceber que continuamos vivendo. Eu já fiz 180 exposições no Brasil e no exterior, tenho meu nome citado em alguns livros e revistas e, graças a Deus, sempre segui feliz”.

Geraldo José Mascarenhas, de 86 anos, participou da oficina de pintura, atividade que realizou pela primeira vez na vida.  Viúvo e pai de duas filhas que vivem fora do país, Geraldo diz que o Grupo Encontro Feliz o preenche em todos os requisitos. “Eu faço natação e frequento a academia de ginástica e estar aqui me complementa, inclusive porque os estudantes são muito amorosos”.
 
Outra oficina de pintura foi realizada por Nilzete Horta Campos. Ela conta que faz curso livre de pintura e aproveitou a oportunidade para compartilhar com os colegas do Encontro Feliz. “É uma terapia para mim, graças a Deus. Todo mundo tem problemas de saúde, mas o meu dá para levar e aí é uma maneira de não ficar em casa, a gente não pode ficar parada, é uma coisa que bole com a mente e que satisfaz, muito bom mesmo. Todo mundo participou, fez direitinho o que eu ensinei e foi muito boa a experiência”.

Maria Terezinha Costa de Jesus, de 75 anos, conta que já participa do grupo há quase dois anos e diz que, por indicação médica e por pressão da família, precisava realizar alguma atividade. Então, uma vizinha falou-lhe do Encontro Feliz. Um dos pontos positivos que ela destaca são as atividades motoras propostas em cada encontro. “Quando eles dão aula, sempre trabalham com a coordenação motora, com a criatividade, atenção e desenvolvem isso.  E, as vezes, eles pedem para fazer alguma arte e determinam. Hoje, eles determinaram que seria pintura e artesanato”.

Terezinha diz que aprendeu artesanato há pouco tempo, seguindo tutoriais no YouTube. “Nunca trabalhei com artesanato, era professora, alfabetizadora, descobri essa arte depois dos 74 anos. Meu neto me dizia: “minha avó, pelo amor de Deus, me deixe em paz, vá amassar seu papel!” Aí, eu ficava danada da vida, mas eu dizia: “pera aí que vou mostrar uma coisa a ele” e ele respondia: “Pô, vó, a senhora fez bonito”. Aí, eu dizia: “então, me deixe machucar meu papel” (risos).

A professora do curso de Enfermagem e do Programa de Integração em Saúde, Michaela Eickemberg diz que o manejo dos idosos ocorre de forma natural e que há uma boa relação entre eles e os alunos. “Em todo os semestres, nós temos uma turma de estudantes novos de vários cursos aqui da Bahiana, é uma turma interdisciplinar e é muito fácil de integrar com os idosos, porque eles são muito abertos, chegam com muita vontade de conhecer todo mundo, de participar, e os meninos se sentem muito bem-vindos aqui.  Então, é muito fácil pensar atividades”.

Ana Clara Brandão, estudante do segundo semestre de Odontologia conta que antes de participar do programa pensava que as atividades do curso seriam focadas apenas na sala de aula, no pré-clínico. “Depois que eu entrei no curso, eu vi que a odontologia vai muito além disso, aliás, não só a odontologia, mas todas as áreas da saúde, por isso que eu admiro o programa, porque é um programa interdisciplinar, envolve todas as disciplinas, cada um junta suas informações e pode contribuir para o que é realizado. Então, acho que,  por isso, é uma disciplina muito boa”. 


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