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5ª edição do Projeto ParaPraia
Tema de música, poesias, imagem que doura o sonho de muitos ... Ele, o mar, personagem principal da estação mais quente e colorida do ano em Salvador, acolheu, no último final de semana, mais de 50 banhistas com deficiências físicas e intelectuais e pessoas com mobilidade reduzida em mais uma edição do projeto Parapraia, iniciativa que viabiliza o banho de mar assistido, além da promoção e prevenção à saúde de banhistas. A ação conta com o apoio técnico do curso de Fisioterapia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública desde 2014, sendo uma realização da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Cidade Sustentável, com o patrocínio da Braskem e do Salvador Shopping e apoio institucional do jornal A Tarde.

Em seu 5º ano, o Parapraia será realizado em todos os sábados e domingos – exceto no final de semana do carnaval – na praia de Ondina, mais precisamente, em frente ao Instituto Baiano de Reabilitação (IBR), das 8h às 12h, até o dia 18 de fevereiro. A grande novidade deste ano será uma edição especial que acontecerá nos dias 24 e 25 de fevereiro na praia de Itacimirim, litoral norte.

"Desde o primeiro ano, vemos um projeto de grande relevância para sensibilizar não somente as pessoas que têm um parente, amigo ou conhecido com deficiência, mas a sociedade, o cidadão, as pessoas que estão aqui como banhistas", afirma a coordenadora do curso de Fisioterapia da Bahiana e de atividades do Parapraia, Luciana Bilitário. Ela ressalta que o projeto tem um ganho social importante, a partir do momento em que dá visibilidade para pessoas que têm dificuldade de mobilidade. Ou seja, o que para muitos é "mais uma atividade de lazer", para tantos outros é uma experiência de qualidade de vida – o banho de mar.

Outro ponto destacado por Bilitário é a enriquecedora vivência para a formação do profissional de saúde. "Do ponto de vista acadêmico, nossos alunos saem diferentes. Aprendem de uma forma prática o que é solidariedade. É mais uma iniciativa que ajuda a formar um profissional mais humanístico", ressaltou. Segundo ela, em cada edição são cerca de 200 voluntários entre discentes e docentes da Bahiana, além de profissionais de saúde, parceiros e demanda espontânea. Para ser voluntário, o interessado deve procurar o edital de capacitação que é disponibilizado no site da Bahiana no segundo semestre. O treinamento dura um turno e é realizado por professores do curso de fisioterapia.

Recentemente graduado em Fisioterapia pela Bahiana, Igor Alonso participa do programa desde a 1ª edição. “Desde o início, o meu sentimento é o mesmo: emoção e a felicidade de poder ser útil a pessoas que têm dificuldade de locomoção, que têm uma redução de mobilidade”. Ele conta que, neste ano, a responsabilidade aumenta, pois, agora, como fisioterapeuta, assume a supervisão das atividades realizadas com os banhistas nos finais de semana.

Além da assistência ao banho e das atividades lúdicas na água, o Parapraia contará, este ano, com ações de ligas acadêmicas, como a dos “Anjos da Enfermagem” – que estiveram também presentes no dia de abertura do projeto – além de iniciativas de organizações voluntárias, como o caso da Associação de Karatê Okinawa que realizou apresentações de Kihon, Kata e Kumite, reunindo cerca de 30 alunos de 8 a 60 anos, incluindo pessoas com deficiência. A instituição é presidida pelo aluno do curso de Educação Física da Bahiana, Anderson Carlos Costa. “A nossa intenção é demonstrar que tudo é possível para aquele que crê. Viemos abraçar essa ideia do Parapraia que já tem 5 anos. Nossa proposta é ajudar um projeto que tem grande valor para Salvador”, diz Anderson.

O secretário de Cidade Sustentável, André Fraga, também ressaltou o valor da iniciativa para a população de Salvador. “O que para tantos á algo tão simples – ir à praia – para as pessoas com deficiência, representa muitos obstáculos. Um projeto como esse passa uma mensagem de que todos têm direito à cidade”. Ele diz que a prefeitura tem tentado, com a requalificação da orla de Salvador, fazer com que todos os trechos tenham instrumentos de acessibilidade.

Como cadeirante, Carlos Costa Pinho participa do Parapraia há três edições e aponta como é de fundamental importância a ação de todos os parceiros do projeto. “São pessoas que saíram do seu lazer e de suas casas para montar essa estrutura. A cidade ainda precisa melhorar, mas essa ação já nos dá uma boa assistência para possibilitar o banho de mar com as cadeiras anfíbias, os pisos de acesso e todo o pessoal voluntário aqui, hoje”.


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