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Bahiana recebe "Urbis in Motus"

Apresentação do BTCA foi seguida de uma ampla discussão com a comunidade acadêmica.
12/04/2018


Bahiana recebe "Urbis in Motus"

Apresentação do BTCA foi seguida de uma ampla discussão com a comunidade acadêmica.

O aprender em conformidade com a arte e o belo. Esta é a filosofia que a Bahiana vem promovendo em todos os cursos, ações acadêmicas e institucionais e que envolve tanto estudantes como professores e colaboradores. Nesse sentido, a instituição recebeu, no dia 4 de abril, o projeto “Urbis in Motus”, do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), no Campus Cabula.

O espetáculo se utiliza da interação de performance e coreografia ao vivo, videomapping e intervenção urbana. A criação parte de temas que resguardam a diversidade e mobilizam lutas de minorias sociais: misoginia, racismo e LGBTfobia – temas que foram discutidos com os participantes após a apresentação.
 
     

"Urbis in Motus” (“cidade em movimento”, em latim) é uma proposição de Davi Cavalcanti (VJ Gabiru) juntamente com o diretor artístico do BTCA e professor da Escola de Dança da UFBA, Antrifo Sanches e a assessora artística da companhia, Dina Tourinho, com o suporte do Núcleo de Pesquisa do Balé. "Como uma companhia pública e mantida pelos cidadãos, acreditamos que precisamos exercer um papel na construção de uma sociedade mais crítica e que reflita sobre tantas coisas que estão por aí nesse momento, nesse nosso país. E a gente tem avançado em alguns direitos para os cidadãos e, em outros, temos retrocedido muito", comenta Antrifo Sanches.

Segundo ele, a ideia de discutir LGBTFobia, racismo e misoginia surgiu dessa preocupação com o país e com o mundo de uma forma geral. "E, já que esse é um projeto voltado para rua, tem o propósito de fazer com que a população e, no caso essa inserção nas universidades, também os universitários possam refletir para podermos construir um país melhor, um lugar onde todos possam ter seus direitos garantidos e o direito à vida, principalmente, porque o LGBTFobia, racismo e misoginia provocam morte".
 
     

Sanches aponta que, além da sociedade, o elenco do BTCA também foi diretamente beneficiado, "Nós discutimos muito os temas internamente, junto com cada criador de cada cena o que foi muito importante para que pudéssemos construir uma nova visão. A forma de pensar de cada um dentro do Balé era diferente. E nós conseguimos fazer com que cada um pensasse sobre isso de forma mais profunda e refletisse melhor, não só a partir do seu umbigo, mas a partir da realidade que aí está posta".

O diretor do BTCA destaca ainda a resposta da sociedade ao projeto, dando destaque para a comunidade acadêmica da Bahiana. “A discussão, na Bahiana, foi muito profunda, coesa e a mais participativa de todas. Acho que se constrói, na Bahiana, um ambiente que possibilita uma reflexão do mundo nos contextos sociopolítico e cultural. Conseguimos levar para casa algumas falas dos participantes que nos fizeram continuar refletindo muito. Acho que a Bahiana, a partir do projeto político pedagógico consegue construir uma sociedade diferente.”
 
     

Processo Criativo -  Para o desenvolvimento dos trabalhos foram convidados os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretores teatrais Djalma Thürler, instigado pelas questões de LGBTfobia, e Meran Vargens, com a temática da misoginia.  Por sua vez, o racismo foi representado pelo solo "O Lugar de Fala", do bailarino e coreógrafo Renivaldo Nascimento (Flexa II). "Onde está o lugar de fala do negro? Temos um lugar de fala? Somos ouvidos?" Segundo Flexa II, estes são alguns questionamentos que o guiaram na elaboração do solo que é um desdobramento de uma experiência anterior realizada pelo BTCA no projeto "1 por 1 para 1", no qual os bailarinos do elenco realizavam solos em pequenas cabines para o público de apenas uma pessoa. "Este é um solo muito visceral. É demonstrar que queremos falar e não conseguimos. São situações encobertas que ocorrem no dia a dia e, muitas vezes, sequer percebemos.”

"Este espetáculo nos traz temas que têm tudo a ver com o que viemos discutindo desde o ano passado: intolerância, diversidade e inclusão", declara a prof.ª Luiza Ribeiro, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas da Bahiana. Ela explica que, a partir das temáticas propostas por  “Urbis in Motus”, os professores se organizaram em sala de aula para promover discussões prévias à apresentação do BTCA. "Esta foi mais uma ação desenvolvida em parceria com o BTCA e que tem esse propósito de colocar nossos estudantes e toda a nossa comunidade acadêmica em um contato direto com a arte.”

Confira as fotos.

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