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Escola na Escola: Colégio Oficina
A amizade entre uma superporca e uma adolescente sul-coreana é posta à prova quando o animal, fruto de um experimento genético, é tomado de volta pela corporação que o criou. A partir daí, a porca Okja e sua companheira Mikha protagonizam uma aventura que aponta vértices sobre o ativismo ambiental, a ganância empresarial e a bioética. O enredo do filme OKJA, do sul-coreano JoonHo Bong, foi o ponto de partida para a atividade "Escola na Escola", em que a Bahiana recebeu estudantes do 2º ano do ensino médio do Colégio Oficina, na tarde de 16 de agosto, no Auditório I do Campus Cabula, onde o filme foi exibido.

A mentora da ação e coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas da Bahiana, prof.ª Luiza Ribeiro, explica que o objetivo do programa é fomentar a construção contínua do processo formativo e educativo: "A Escola na Escola é uma maneira de nós trazermos os professores do ensino médio e fundamental para estarem no mesmo nível de conversa com o nosso professor da graduação. Queremos que o protagonista dessa ação não seja o nosso professor, e sim o professor da escola do ensino médio e fundamental, que tem o seu saber e a sua experiência maravilhosa como docente. Então abrimos nossas portas para que ele possa usar a nossa estrutura e nossos recursos humanos e para que ele faça uma aula diferente e se sinta amigo da Bahiana”.

Para mediar a atividade, participaram da programação o coordenador do curso de Biomedicina, prof. Geraldo Argolo, e as professoras Théssika Hiala Almeida Araújo e Tanira Matutino Bastos, que também são ex-alunas da casa. Após a exibição do filme, eles, juntamente com o professor de Biologia do Colégio Oficina, Márcio Assis de Sá, discutiram com os alunos questões técnicas, morais, sociais e relacionadas à bioética, apontadas pela produção cinematográfica.

A estudante Geovana Chiacchio dos Santos Ramos, de 16 anos, conta que o tema do filme a sensibilizou: "Eu sempre tive muito apreço pelos animais, e as questões abordadas foram muito pesadas. Então, acho que vou levar isso comigo por muito tempo da minha vida. Além disso, gostei muito de ter participado da discussão com os professores da Bahiana, porque eles são muito especializados.”

Marcus Vinícius da Silva de Almeida Galvão, de 17 anos, conta que a ação foi muito proveitosa, tendo em vista que a escola oferece poucas atividades fora de suas instalações em sua programação acadêmica, mas que essa é a segunda vez que visita a Bahiana, pois já tinha participado do programa Bahiana por um dia, quando era aluno do Colégio Gênesis: "Eu tenho uma impressão de que as pessoas que estudam aqui saem com um conhecimento muito bem formado, tanto profissionalmente quanto pessoalmente". Sobre a atividade, ele destaca a falta de empatia das pessoas em relação ao meio ambiente: "O filme retrata muito o fato de as pessoas lidarem com as coisas de qualquer maneira, sem se importar com o que o outro está sentindo".
 
Segundo o professor Márcio, a Escola na Escola é uma experiência que enriquece o aprendizado dos alunos do ensino médio: "Eles têm a oportunidade de conhecer de perto, viver a universidade e encontrar aqui profissionais, dando suas opiniões, e a diversidade de opiniões faz com que os alunos desenvolvam a curiosidade sobre os temas levantados". Ele conta que, no retorno à sala de aula, é possível perceber o quanto os alunos conseguem amadurecer seu raciocínio e sua visão crítica em relação ao tema proposto.
Luiza Ribeiro chama a atenção para o caráter de responsabilidade social da iniciativa: "A Bahiana não tem que existir somente para a Bahiana, tem que existir para a comunidade, seja ela de escola pública ou particular."


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