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Pesquisa do PET - Saúde/Redes é publicada em renomado periódico americano

Estudo avaliou o conhecimento sobre métodos contraceptivos de adolescentes atendidas pelo IPERBA.
22/01/2018


Pesquisa do PET - Saúde/Redes é publicada em renomado periódico americano

Estudo avaliou o conhecimento sobre métodos contraceptivos de adolescentes atendidas pelo IPERBA.

O estudo “Low Knowledge of Contraceptive Methods Among Pregnant Teens in Brazil” feito pelas estudantes Fernanda Scoppetta Sampaio Alves, Marlene Quadro Souza e Samara Rezende Requião, sob a orientação da professora Milena Bastos Brito, integrantes do PET – Saúde/Redes da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, foi recentemente publicado no periódico americano Journal of Pediatric & Adolecent Gynecology.

A pesquisa foi realizada no Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) e avaliou o nível de conhecimento das adolescentes acerca de métodos contraceptivos. Foram entrevistadas adolescentes grávidas entre 15 e 17 anos, que realizaram pré-natal na instituição, sendo questionadas sobre o conhecimento de anticoncepcional; uso de anticoncepcional antes da gestação; e intenções contraceptivas para serem usadas após a gravidez.

Dentre as  90 adolescentes participantes, a média de idade na primeira relação sexual foi de 13,8 anos. A maioria das participantes era solteira (65%), de raça mista (63%), tinham uma renda familiar abaixo do salário mínimo (63%), viviam juntos com os pais (60%), relatavam altas taxas de abandono escolar (43%) e  desemprego (90%).
Mais de 80% das entrevistadas disseram que sua gravidez não foi planejada devido à irregularidade ou a falta de uso de anticoncepcionais. A maioria das participantes relatou conhecimento de preservativos (91%), da pílula contraceptiva oral combinada (83%) e de contraceptivos injetáveis (76%). No entanto, menos da metade (42%) relatou conhecimento de métodos anticoncepcionais reversíveis de longa duração (LARCs), como o DIU e implante. Em termos de intenções contraceptivas após a gravidez, os métodos mais citados eram: a injeção (40%), o dispositivo intrauterino (19%) e a pílula (10%).

A pesquisa mostrou, então, um baixo conhecimento de métodos contraceptivos, especialmente de LARCs (os contraceptivos mais eficazes), entre adolescentes grávidas no Nordeste do Brasil. O baixo nível socioeconômico , as altas taxas de gravidez não planejada e os índices de abandono escolar do ensino médio podem ser fatores relacionados, apontando para um aconselhamento de saúde sexual e reprodutiva insuficiente nessa população. Pensando nisso, o grupo de pesquisadoras desenvolveu ações educativas na unidade, além de receber a doação de 20 implantes contraceptivos para disponibilizar às  adolescentes que desejassem utilizar o método.

“Depois de algum tempo realizando pesquisa, organizando dados e escrevendo o artigo, é muito bom ver nosso trabalho sendo reconhecido! Uma pesquisa que foi iniciada durante o estágio no PET – Saúde/Redes na Bahiana e que trouxe muitos frutos para cada uma de nós”, relata a estudante do 12º semestre do curso de Medicina da Bahiana, Marlene Souza. Ela conta que, além da experiência e do aprendizado, participar da pesquisa contribuiu na realização de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). “Um trabalho que traz dados muito importantes em nosso meio e que deve ser explorado, pois mostra o baixo conhecimento sobre os métodos contraceptivos entre adolescentes gestantes e a necessidade de realização de um bom planejamento reprodutivo em nosso estado”, diz a estudante.

Também discente do 12º semestre do curso de Medicina da Bahiana, Fernanda Scoppetta destaca algumas conquistas advindas da pesquisa. “Os grandes frutos foram a apresentação desta pesquisa no Congresso Europeu de Anticoncepção e, após inúmeras reformulações, sua publicação em uma renomada revista americana. Foi um árduo trabalho coletivo, desde a elaboração do projeto  e coleta de dados até a compilação dos resultados e escrita da dissertação, mas que foi desenvolvido com muita dedicação e amor. Valeu a pena.”

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